Brasília, DF – A CPI que investiga fraudes no INSS pode acabar em pizza. Na madrugada deste sábado, 28, por 19 votos a 12, os deputados rejeitaram o relatório final que pedia para indiciar 216 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A sessão foi tensa, começou na manhã de sexta-feira e avançou pela madrugada adentro.
Como o texto não foi aprovado, há risco de a comissão encerrar sem a conclusão da investigação.
O rolo de bilhões
O relatório apontava que o esquema de falsos empréstimos e descontos indevidos causou um prejuízo de 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Lulinha entrou na mira por causa da amizade com Antonio Carlos, o “Careca do INSS”, suspeito de ser o cabeça da fraude. O deputado Alfredo Gaspar, que escreveu o texto, chegou a pedir a prisão do filho do presidente por medo de ele fugir do país.
Mensagens e influência
A Federal achou mensagens e até um envelope com o nome de Lulinha com uma empresária amiga dele. A suspeita era de que ele recebia pagamentos mensais de 300 mil para fazer lobby no governo. Do outro lado, os parlamentares do governo tentaram emplacar um relatório diferente, querendo indiciar o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro.
Como funcionava o golpe
A safadeza consistia em registrar aposentados em associações sem que eles soubessem, para descontar dinheiro direto do benefício. Os dados das pessoas eram vazados para que o esquema funcionasse. Como o relatório principal foi derrubado, agora corre o risco de a CPI terminar sem punir ninguém por esse desvio bilionário.
Fonte: GZH.
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