O setor pecuário gaúcho registrou, neste final de semana, o primeiro embarque de carne bovina com osso após quatro anos do reconhecimento como zona livre de febre aftosa sem vacinação. O carregamento inaugural, composto por cortes como costela e ossobuco, partiu da unidade do Grupo Minerva em Alegrete com destino ao Chile.
Impacto sanitário e econômico
A operação marca o primeiro resultado prático da mudança de status sanitário para a cadeia de bovinos, que até então apresentava ganhos consolidados apenas no setor de suínos. Segundo o 1º vice-presidente da CNA, Gedeão Pereira, a abertura deste mercado foi viabilizada pela combinação do sistema sanitário atual com a qualidade do rebanho gaúcho, composto majoritariamente por raças britânicas.
Mercado e habilitações
Atualmente, três plantas do Grupo Minerva estão habilitadas para o envio de cortes com osso. Embora o Chile já importe mais da metade da carne bovina do Brasil, o Rio Grande do Sul é o primeiro estado brasileiro a realizar este tipo específico de embarque. A presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, Antonia Scalzilli, reforça que o volume inicial é pequeno, mas destaca a relevância das novas possibilidades comerciais abertas pelo status sanitário.
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