São Paulo – SP – O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PSD com um discurso focado na superação do embate político nacional. A principal e mais polêmica proposta apresentada pelo goiano foi a concessão de uma anistia “ampla, geral e irrestrita” para todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, medida que incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Estratégia de pacificação
Caiado afirmou que, se eleito, a anistia será seu primeiro ato de governo. Segundo ele, o objetivo é dar uma demonstração de que pretende “cuidar das pessoas” e encerrar o clima de confronto que domina o país. O governador rebateu a tese de seu colega gaúcho, Eduardo Leite, de que a polarização seria algo estrutural da política brasileira, sustentando que o cenário atual é artificial e pode ser revertido por uma liderança técnica e experiente.
Aceno ao bolsonarismo
Ao propor o perdão aos condenados por tentativa de golpe e ao próprio Bolsonaro, Caiado tenta herdar o espólio eleitoral do ex-presidente, posicionando-se como uma alternativa viável ao atual presidente Lula (PT). Durante o lançamento, ele também reforçou pautas tradicionais de sua trajetória, como o apoio ao agronegócio e o rigor no combate ao crime organizado, marcas de sua gestão em Goiás que ostenta altos índices de aprovação.
Calendário eleitoral
A consolidação do nome de Caiado no PSD ocorreu após a desistência de Ratinho Júnior e o aval de Gilberto Kassab. Para seguir na disputa, o governador terá que renunciar ao cargo em Goiás até o dia 4 de abril, cumprindo o prazo de desincompatibilização exigido pela Justiça Eleitoral. Caiado, que já foi deputado por cinco mandatos e senador, volta à corrida presidencial 37 anos depois de sua primeira tentativa, em 1989.
Redação, João Lemes; Fonte: GZH
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