Caxias do Sul – RS – (Região da Serra) – A situação das cadeias na Serra Gaúcha continua um “deus nos acuda”, mas ganhou um pequeno respiro nesta semana. A juíza Paula Moschen Brustolin Fagundes decidiu que a Penitenciária Estadual de Caxias do Sul (PECS I), lá no Apanhador, pode voltar a ter o limite de 1.196 presos. A medida vale por 90 dias e atende a um pedido da Polícia Penal.
No limite da dignidade
Antes, o teto tinha sido baixado para 1.112 detentos, mas a magistrada resolveu reconsiderar em partes para não deixar o sistema regional entrar em pane total. Na prática, como a cadeia já estava com 1.189 sujeitos guardados nesta terça-feira, a decisão abriu apenas sete vagas novas. É pouco, mas evita que a polícia tenha que deixar preso em viatura ou dentro de delegacia por falta de lugar.
Problema que não acaba mais
A juíza reconheceu no papel o que todo mundo já sabe: a superlotação é um problema crônico que acaba com a dignidade de quem está lá dentro e dificulta o trabalho de quem vigia. O risco de colapso é real e, se não abrir essas poucas vagas, daqui a pouco não tem nem como cumprir mandado de prisão na região porque não tem onde enfiar a malandragem.
Prazo para respirar
O novo teto de 1.196 apenados tem prazo de validade de três meses. Até lá, o governo vai ter que se virar para dar um jeito na estrutura ou o cerco fecha de novo. Como diz o ditado, “vão-se os anéis, ficam os dedos”, e a Justiça está tentando salvar o que resta da segurança pública na Serra antes que o caldo entorne de vez.
Redação, João Lemes; Fonte: Rádio Caxias e TJ-RS ⚖️
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