Porto Alegre – RS – Uma confusão entre integrantes das torcidas de Inter e Grêmio começou antes do segundo jogo da final do Gauchão, em 8 de março. Segundo a Polícia Civil, gremistas foram até o bairro Costa e Silva, onde integrantes da Guarda Popular estavam reunidos.
A origem do confronto
Conforme a investigação, os gremistas perceberam que estavam em menor número e tentaram sair em carros. Um torcedor de 28 anos ficou para trás. A polícia afirma que ele teria sido atropelado e, depois, atacado por colorados durante cerca de dois minutos.
As câmeras de segurança registraram chutes e golpes com pedaços de madeira. Os agressores também teriam arrancado as roupas da vítima e continuado o ataque quando ela já estava desacordada.
Os ferimentos
O torcedor, que trabalha como motorista de aplicativo, sofreu uma fratura exposta na perna esquerda e um trauma na cabeça, com perda óssea. Ele permaneceu 21 dias em coma, foi submetido a três cirurgias para reconstruir o crânio e já recebeu alta. Conforme a polícia, ainda enfrenta limitações físicas, não consegue trabalhar nem sair de casa.
A operação
Na quinta-feira (13), a polícia prendeu preventivamente dez torcedores do Inter suspeitos de envolvimento no crime. Outras três prisões ocorreram em flagrante, enquanto um investigado continuava foragido. Os policiais também cumpriram 23 mandados de busca e apreenderam roupas, armas, munições e drogas. Algumas peças seriam da vítima e teriam sido guardadas pelos suspeitos.
As novas investigações
O caso é investigado como tentativa de homicídio triplamente qualificada. A polícia também abriu outro inquérito para apurar possível associação criminosa e a participação de gremistas no início da briga. Segundo o delegado Mário Souza, todos os envolvidos poderão ser responsabilizados conforme o avanço das investigações.
(Redação, João Lemes. Fonte: GZH)
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