São Paulo, SP – O bispo Edir Macedo, dono da Record e da Igreja Universal, teve que desembolsar uma dinheirama para conseguir vender o banco Digimais. Ao todo, foram 866 milhões investidos para limpar a área e cumprir as exigências do Banco Central. Do total, 125 milhões foram direto para o caixa da instituição e outros 741 milhões foram usados para comprar cotas de um fundo de investimento.
Auditoria de olho no negócio
A coisa não está tão clara assim para os auditores. Quem analisou as contas do Digimais disse que essa compra de cotas feita pelo bispo pode não estar dentro das “condições de mercado”. Em bom português: o valor pago foi alto demais para o que o fundo realmente vale. Além disso, os técnicos avisaram que falta papelada para provar que outros 3 bilhões aplicados em fundos do banco são garantidos.
O rolo dos bilhões
O banco declarou ter mais de 4 bilhões investidos, mas a auditoria encontrou “limitações” em boa parte desse valor. Tem fundo que nunca passou por uma vistoria independente e outros que valorizaram quase 1 bilhão em pouco tempo, sem que ninguém conseguisse explicar direito o motivo. É o tipo de conta que, se não for bem explicada, acaba virando um problemão na mão dos órgãos de fiscalização.
Venda para o BTG
O plano agora é passar o Digimais para o BTG Pactual, mas o banco carrega uma dívida de 9,5 bilhões. Para o negócio sair, eles dependem de um empréstimo de 6 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito. Se esse dinheiro não vier, o bispo Macedo vai ter que cobrir o rombo com o próprio bolso para evitar que o Banco Central feche as portas da instituição. Como diz o ditado, “quem planta vento, colhe tempestade”, e agora o bispo corre contra o tempo para não perder o investimento.
Fonte: Jornal GGN e UOL.
LEIA TAMBÉM: Motorista que atingiu adolescente não tinha carteira para dirigir carreta
Acompanhe o NP pelas redes sociais:
- Tiktok: @np.expresso
- Comunidade no WhatsApp: Clique Aqui
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso



