Nacional – O nome do ex-presidente Michel Temer apareceu no centro das investigações sobre a queda do Banco Master. Documentos revelam que Temer trabalhou como uma espécie de “abre-portas” de luxo, tentando atrair investidores dos Emirados Árabes e mediando conversas políticas para evitar a liquidação do banco pelo Banco Central. Mesmo com o esforço do emedebista, o negócio não andou e a instituição acabou quebrada.
O pagamento milionário e a polêmica dos valores
O Banco Master declarou à Receita Federal que pagou 10 milhões de reais ao escritório de advocacia de Temer pelo serviço de mediação. O ex-presidente, no entanto, contesta o valor: ele afirma que recebeu 7,5 milhões de reais e que tudo foi feito dentro da legalidade, como uma atividade jurídica para tentar manter viva a negociação do Master com o BRB, o banco do Distrito Federal.
As reuniões com a realeza árabe
A mando de Daniel Vorcaro, então dono do banco, Temer viajou para Abu Dhabi para apresentar o negócio a integrantes da realeza local. A ideia era conseguir dinheiro estrangeiro para salvar o banco enquanto a Polícia Federal já apertava o cerco contra a diretoria. Em entrevistas, Temer confirmou que foi chamado pelo governador do DF, Ibaneis Rocha, para ajudar a “azeitar” os termos da negociação que já estava na mira das autoridades.
Contratos estranhos e assinaturas de terceiros
Enquanto Temer tentava a via política e jurídica, outras negociações bizarras aconteciam nos bastidores. Um contrato de compra do banco, assinado no Natal de 2025, apresentava irregularidades graves, como assinaturas vinculadas a CPFs de pessoas que não tinham nada a ver com a história, incluindo o do lutador Renzo Gracie. A Polícia Federal agora investiga se toda essa movimentação, incluindo a ajuda de Temer, foi uma tentativa de ganhar tempo antes da liquidação final.
Redação, João Lemes; Fonte: O Estado de S.Paulo e O Globo
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