Nacional – O senador Flávio Bolsonaro, que hoje tenta se passar pelas redes sociais como o “Bolsonaro que toma vacina”, foi relembrado por um levantamento de dados. No começo da crise da covid, ele seguiu a cartilha do pai e defendeu o uso de remédios sem comprovação científica, além de atacar o distanciamento social controlado.
Propaganda de remédio na internet
Em setembro de 2020, logo após pegar o vírus, o senador foi para a internet e fez propaganda da hidroxicloroquina e da azitromicina, afirmando que tinha se curado por causa disso. Ele também bateu de frente contra os governadores que tentavam fechar o comércio para segurar o avanço da doença. Na época, Flávio defendeu o chamado isolamento vertical e elogiou Jair Bolsonaro por bater na tecla de que o país não podia parar.
Comparação com nazistas
Mesmo quando as vacinas começaram a chegar, o senador continuou insistindo que o tratamento precoce e a imunização andavam juntos. Ele chegou a compartilhar um vídeo pesado que comparava as restrições econômicas dos estados com os campos de concentração dos nazistas. A mudança de postura só começou a aparecer quando a situação da saúde piorou muito no país e o governo federal passou a sofrer um desgaste político muito grande.
Virada de chave pelas vacinas
A partir de março de 2021, vendo que a boca estava braba, Flávio ajudou a formular um projeto para facilitar a compra de vacinas. Meses depois, em julho, ele postou fotos recebendo a dose do imunizante pelas mãos do ministro da Saúde. Mesmo mudando o tom, o senador tentou faturar politicamente dizendo que todas as vacinas foram compradas pelo governo do pai, esquecendo de citar a correria de São Paulo para trazer as primeiras doses. A assessoria do senador foi procurada para dar a sua versão, mas não deu retorno.
Fonte: Folha de S.Paulo e Brasil 247.
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