Brasília/Nacional – (Notícia do Centro do País) – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) continua sem julgar o recurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado por cometer irregularidade eleitoral. O caso se arrasta desde o dia 1º de maio de 2024, quando o petista usou um evento oficial do Dia do Trabalhador para pedir votos explicitamente a Guilherme Boulos para a prefeitura de São Paulo, o que é proibido por lei naquele período. Mesmo com a condenação confirmada em duas instâncias na Justiça paulista, o processo segue travado na corte superior em Brasília.
Multas foram reduzidas, mas nunca pagas
O caso começou a andar rápido logo após denúncias de partidos adversários. Em junho de 2024, o juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci aplicou multas de R$ 20 mil para Lula e R$ 15 mil para Boulos, destacando que o pedido de voto foi inquestionável e que o candidato se omitiu ao aceitar a vantagem ilegal. Mais tarde, em setembro do mesmo ano, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) manteve a condenação dos dois por unanimidade, apenas reduzindo os valores para R$ 15 mil e R$ 10 mil. Desde então, a defesa recorreu ao TSE e a papelada está parada na assessoria de plenário desde março de 2025.
O presidente voltou a ignorar as regras
A falta de uma decisão final parece ter deixado o presidente à vontade para repetir o erro. Sem receber a punição definitiva do tribunal, Lula voltou a usar um ato oficial do governo federal para fazer campanha antecipada, dessa vez pedindo votos para as suas ministras Marina Silva e Simone Tebet, ignorando novamente os prazos e as proibições da legislação eleitoral do país.
Redação, João Lemes; Fonte: GZH / Revista Veja ⚖️
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