Estado – RS – O tombo na destruição foi de 73% na comparação com o ano anterior. É preciso lembrar que, em 2024, as enchentes e os deslizamentos de terra foram os grandes vilões da perda de vegetação nativa. Os novos dados deixam claro que o estado conseguiu respirar melhor, alcançando o menor índice de supressão de árvores dos últimos sete anos.
Fiscalização pesada e bolso apertado
A informação divulgada pelo MapBiomas mostra que o território gaúcho perdeu 1.089 hectares de mata no ano passado, contra quase 4 mil do período anterior. Especialistas apontam que a receita para acalmar as motosserras envolveu dois fatores principais. A Fepam apertou o cerco distribuindo multas e embargos para quem agia de forma irregular. Além disso, o governo travou o crédito rural para as propriedades que insistiam em desmatar sem autorização, mexendo direto no bolso do produtor.
Campos e biomas em situação diferente
A realidade da devastação muda bastante dependendo do canto do mapa. No Pampa, que domina a metade sul, as derrubadas costumam acontecer em áreas maiores de terra. Já na Mata Atlântica, localizada nas bandas da Serra e do Planalto, a destruição ocorre de forma mais espalhada em pequenas propriedades. O grande desafio agora é o campo nativo, que não entra nessa conta das florestas, mas segue perdendo espaço para as lavouras ano após ano.

Redação, João Lemes; Fonte: MapBiomas e Fepam 🌳
- Tiktok: @np.expresso
- Comunidade no WhatsApp: Clique Aqui
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso



