Deputados aprovam o fim da escala 6×1

A proposta garante dois dias de descanso por semana e segue para análise no Senado

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Distrito Federal – A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos a proposta que decreta o fim da escala 6×1 em todo o país. O texto garante uma jornada máxima de 40 horas semanais distribuídas em cinco dias de trabalho, sem nenhuma redução nos salários dos trabalhadores. A medida representa uma vitória importante para o governo do presidente Lula e entra agora na fase de transição de 60 dias antes de começar a valer de forma definitiva.

Pressão do ano eleitoral

A votação provocou uma reviravolta nas bancadas da direita no parlamento. Com medo de sofrer desgaste com o eleitorado e passar por constrangimento público, a maior parte dos deputados do PL mudou de posicionamento e votou a favor da proposta. Um dos casos comentados nos bastidores foi o do deputado Nikolas Ferreira, que acabou cedendo à pressão do povo e deu voto favorável ao projeto.

Grupo de 22 deputados bate o pé contra

Apesar do amplo apoio no Plenário, um grupo de 22 deputados votou contra o projeto no primeiro turno da votação. Entre os que resistiram à aprovação estão parlamentares ligados ao bolsonarismo e partidos como o Novo e o MDB. A bancada do RS contou com quatro votos contrários à mudança na jornada de trabalho.

Confira a lista completa dos votos contra o fim da escala:
Adriana Ventura (Novo-SP)
Bibo Nunes (PL-RS)
Carlos Chiodini (MDB-SC)
Caroline de Toni (PL-SC)
Daniel Freitas (PL-SC)
Daniela Reinehr (PL-SC)
Fabio Schiochet (União-SC)
Fausto Pinato (União-SP)
Gilson Marques (Novo-SC)
Julia Zanatta (PL-SC)
Kim Kataguiri (Missão-SP)
Lucas Redecker (PSD-RS)
Marcel van Hattem (Novo-RS)
Mauricio Marcon (PL-RS)
Nicoletti (PL-RR)
Paulo Marinho Jr (PL-MA)
Pezenti (MDB-SC)
Ricardo Guidi (PL-SC)
Ricardo Salles (Novo-SP)
Rosangela Moro (PL-SP)
Sérgio Turra (PP-RS)
Zé Trovão (PL-SC)

No segundo turno, a resistência diminuiu ainda mais e caiu para 19 votos contrários. O resultado final demonstrou o enfraquecimento dos partidos de extrema direita em segurar uma pauta impopular que mexe diretamente com o descanso e a vida das famílias dos trabalhadores brasileiros.

Redação, João Lemes; Fonte: Câmara dos Deputados

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