Porto Alegre – RS – (Região Metropolitana) – A polícia desmontou um bando que usava o nome de uma criança com doença rara para aplicar golpes pela internet. O garoto Lorenzo Silveira, de 12 anos, que sofre de distrofia muscular de Duchenne, teve sua imagem usada por criminosos que criavam páginas paralelas para desviar doações. A quadrilha investia em anúncios pagos nas redes sociais para que as campanhas falsas aparecessem para mais gente, induzindo as pessoas a fazerem transferências via Pix que nunca chegavam à família.
Fraude bem organizada e milhões movimentados
O esquema era bem montado. Os criminosos copiavam as fotos, as informações médicas e até o visual dos sites oficiais de financiamento coletivo para passar confiança. Só uma dessas campanhas falsas conseguiu arrecadar mais de 248 mil reais. Segundo a investigação, o grupo usava servidores de fora do país e contas bancárias de empresas de fachada para esconder o rastro do dinheiro. A polícia estima que centenas de pessoas tenham sido enganadas pelo bando.
Alvos espalhados pelo país
A Operação Eclipse, coordenada pela polícia gaúcha, cumpriu ordens judiciais em quatro estados nesta quinta-feira (28). Em Curitiba e Londrina, no Paraná, os agentes prenderam os sujeitos que cuidavam da parte financeira e do recebimento dos valores. Em Contagem, Minas Gerais, foi preso o responsável por criar os perfis falsos e gerenciar os sites da fraude. Os envolvidos vão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro e estelionato. A polícia agora trabalha para identificar mais vítimas e recuperar o valor desviado.

Família do gaúcho Lorenzo Silveira vive uma longa jornada em busca do tratamento do filho. Foto: Tiago Boff / RBS TV
Redação, João Lemes; Fonte: Polícia Civil 🚔
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