São Paulo – SP – (Região Sudeste) – A polícia de São Paulo pediu à Justiça a quebra do sigilo financeiro de Karina Ferreira da Gama e do Instituto Conhecer Brasil. A medida faz parte de uma apuração que investiga o desvio de verbas de um contrato de 108 milhões de reais firmado entre o instituto e a prefeitura para o fornecimento de internet sem fio. O foco dos investigadores é confirmar se parte desse dinheiro público foi usado para produzir o filme “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Confusão de patrimônio e suspeitas de fraude
Os investigadores apontam o que chamam de confusão patrimonial entre a produtora do filme e o instituto que recebia o dinheiro da prefeitura. Segundo o delegado responsável, existem indícios concretos de que os recursos repassados para o programa de internet foram parar nas contas da produtora para custear as filmagens. Além disso, a polícia questiona o preço cobrado pelos serviços, que estaria bem acima do valor de mercado, e o pagamento antecipado de 26 milhões de reais por um trabalho que ainda não tinha sido realizado.
Quebra de sigilo para rastrear o dinheiro
O pedido de quebra de sigilo foi enviado ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para que todas as movimentações atípicas nas contas de Karina e do instituto sejam rastreadas. A polícia quer saber exatamente para onde foi o dinheiro e como ele circulou entre empresas subcontratadas e pessoas físicas. O objetivo é montar o quebra-cabeça financeiro que liga o contrato da prefeitura à produção cinematográfica. Até o momento, o Instituto Conhecer Brasil e a defesa de Karina não se manifestaram sobre o andamento das investigações.
Redação, João Lemes; Fonte: Folha de S. Paulo 🎬
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