A possível mudança na jornada de trabalho pode atingir cerca de 106 mil trabalhadores rurais assalariados no RS. A estimativa é da Federação dos Trabalhadores Assalariados Rurais do Rio Grande do Sul (Fetar-RS), que acompanha a tramitação da PEC 221/2019 no Congresso Nacional.
Impacto
A proposta prevê o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos e folga apenas um. O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados e agora será analisado pelo Senado. Depois disso, ainda precisará de regulamentação para definir como as novas regras serão aplicadas.
Reflexos
O presidente da Fetar-RS, João Cézar Larrosa, acredita que uma folga semanal a mais pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Segundo ele, muitos vivem longe das cidades e ter mais tempo livre pode favorecer o convívio familiar, o lazer e também movimentar o comércio dos municípios do interior.
Saúde
A entidade também destaca que o trabalho no campo exige esforço físico constante e exposição ao frio, calor e outras condições do tempo. Para a federação, ampliar o descanso pode reduzir problemas de saúde e afastamentos, além de contribuir para aumentar a produtividade.
Debate
O tema ainda gera divergências entre representantes dos trabalhadores e do setor produtivo. Produtores rurais avaliam os possíveis impactos na organização das propriedades, principalmente em períodos de safra e colheita. A discussão deve continuar nos próximos meses no Congresso Nacional.
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