Brasília – DF – O presidente Lula sancionou a lei que tira do papel a criação da primeira Universidade Federal Indígena (Unind). O projeto, que foi aprovado pelo Congresso no início de maio, prevê uma estrutura com 10 cursos focados em áreas como saúde, formação de professores e gestão ambiental. A expectativa é que, em quatro anos, o local esteja recebendo cerca de 2,8 mil estudantes, unindo o saber acadêmico com a cultura dos povos originários.
Conhecimento ancestral e futuro
A nova universidade terá sua sede principal na capital federal, mas a ideia é que, com o tempo, o projeto ganhe novos locais espalhados pelo Brasil. Para o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, a medida é a realização de um sonho antigo das lideranças locais, servindo como um polo para a defesa dos direitos dessas comunidades. A deputada federal Sônia Guajajara destacou que o ensino valorizará as línguas ancestrais e a relação dos indígenas com a natureza, colocando esses saberes tradicionais no centro do aprendizado.
Diálogo que construiu a escola
A criação da Unind não veio do nada. O projeto foi desenhado após uma série de 20 seminários realizados em todo o Brasil, reunindo professores, especialistas e estudantes para debater o que deveria ser ensinado. Segundo Rita Potiguara, representante do Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena, a universidade será um local onde a filosofia, a tecnologia e os sistemas de conhecimento desses povos vão dialogar com as ciências modernas. O governo defende que o diploma é uma forma de garantir cidadania plena e preparar a sociedade para o futuro.
Redação, João Lemes; Fonte: Agência Brasil 🎓
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