Os Correios enfrentam uma grave crise financeira, registrando prejuízo de 3,1 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026. Para tentar estancar o rombo, que já havia somado 8,5 bilhões em 2025, a estatal executa um plano de reestruturação que prevê o fechamento de 11 agências próprias no RS.
Socorro financeiro e o plano de corte
A desativação das unidades gaúchas faz parte de uma medida nacional que vai extinguir mil agências das cerca de 6 mil que a empresa mantém no país. O plano de sobrevivência dos Correios também envolve a venda de bens e um empréstimo de 12 bilhões com o Governo. O corte de despesas dá fôlego temporário, mas não resolve o problema estrutural: as receitas da estatal encolhem diante da concorrência privada, enquanto os custos fixos continuam altos.
Demissão voluntária patina e tem baixa adesão
Em paralelo ao fechamento das agências, a estatal tenta reduzir o quadro de pessoal por meio de um Programa de Demissão Voluntária (PDV). A meta é desligar 10 mil trabalhadores em 2026, mas a procura segue muito abaixo do esperado. Até o momento, apenas 3,1 mil funcionários aderiram em todo o país. Os termos financeiros desinteressantes oferecidos pela empresa desestimularam os servidores a deixar os cargos.
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