Os registros saltaram de 46 para 558 entre 2016 e 2024
Nacional – No ano eleitoral de 2024, o Brasil registrou um caso de violência política a cada 15 horas, em média. Desde o início do levantamento, 1.583 ocorrências foram contabilizadas no país.
O crescimento
Os dados são das organizações Justiça Global e Terra de Direitos. O monitoramento considera ameaças, agressões, ofensas, invasões, atentados e assassinatos relacionados à atividade política e eleitoral.
Especialistas alertam que a intolerância transforma adversários em inimigos e afasta cidadãos do debate público. Entre os exemplos recentes estão a cadeirada durante um debate em 2024, ataques contra candidatos e crimes cometidos durante campanhas eleitorais.
O crime organizado
Outro ponto de preocupação é a participação de organizações criminosas nas eleições. Segundo o promotor Rodrigo López Zilio, esses grupos podem controlar territórios, intimidar eleitores e candidatos e tentar influenciar a ocupação de cargos públicos.
As mulheres
Entre 2022 e 2024, as mulheres sofreram mais violência verbal e psicológica. Mulheres cisgênero receberam 62,2% mais ofensas do que homens cisgênero. O estudo também registrou 135 ameaças e 19 ameaças de estupr0 contra mulheres, enquanto cerca de 40% dos ataques ocorreram na internet.
As denúncias podem ser encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral, à Justiça Eleitoral ou ao Disque 100. Casos de violência política de gênero também podem ser comunicados pelo Ligue 180. Em situação de risco imediato, a orientação é telefonar para o 190 ou procurar uma delegacia.
(Redação, João Lemes. Fonte: GZH, com informações da Justiça Global e da Terra de Direitos)
Acompanhe o NP pelas redes sociais:
- Tiktok: @np.expresso
- Comunidade no WhatsApp: Clique Aqui
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso



