São Paulo – O pedido foi aprovado pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador e protocolado no Foro Central Cível de São Paulo. A medida também envolve empresas ligadas ao grupo, como a Bartira, fabricante de móveis, além de companhias de logística, tecnologia e comércio eletrônico.
Dívidas em alta
A Casas Bahia registrou prejuízo de mais de 10 bilhões no segundo trimestre deste ano. A empresa citou o fechamento de 298 lojas como parte de um plano para redimensionar a operação. Também apontou juros altos, crédito mais restrito, aumento dos custos financeiros e queda no consumo.
Operação continua
Mesmo com o pedido, a companhia informou que pretende manter as lojas físicas, o comércio eletrônico e os demais canais de venda. A recuperação judicial permite renegociar as dívidas sob supervisão da Justiça e busca evitar a falência. A empresa também disse que não conseguiu concluir alternativas de captação de recursos que estavam em negociação.
Empresas no processo
Além das Casas Bahia, o pedido inclui a Bartira e outras empresas do grupo. Como a medida foi apresentada em caráter de urgência, os acionistas ainda deverão analisar e ratificar a decisão em Assembleia Geral Extraordinária. A companhia afirma que a reestruturação pretende organizar as obrigações e manter as atividades.
Mudanças na direção
A empresa também anunciou mudanças na liderança. Fábio Spina deixou a vice-presidência Jurídica e Tributária e seguirá como consultor durante a reestruturação. Sírley Lima assumirá as áreas Jurídica, Tributária, Compliance e Controles Internos. Jackson Schneider e Rogério Calderón também deixaram o Conselho de Administração. Schneider, porém, continuará nos comitês de auditoria, riscos, compliance e investigações internas.
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