Canoas, RS – (Região Metropolitana de Porto Alegre) – A Polícia Civil cumpre 20 prisões preventivas e 14 mandados de busca e apreensão na Grande Porto Alegre contra um grupo suspeito de fabricar armas com impressoras 3D para uma facção. Até o momento, 16 prisões foram feitas, sendo 14 preventivas e duas em flagrante. A maior parte das ordens é cumprida em Canoas. Também há ações em Portão, Eldorado do Sul, Montenegro, Triunfo e São Leopoldo.
Armas fantasmas
A fábrica clandestina foi descoberta em novembro do ano passado. Os criminosos produziam parte das armas com plástico rígido e depois colocavam peças metálicas, como canos, molas e mecanismos de disparo. Carregadores também eram feitos nas impressoras. A vantagem, segundo a polícia, é o custo menor e a falta de registro, o que dificulta o rastreamento. As armas eram fornecidas a uma facção do Vale do Sinos e também vendidas pelo grupo.
Operação Desarme
A ofensiva é chamada de 3D e integra a Operação Desarme, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A investigação aponta que os envolvidos tinham funções diferentes, desde a compra de equipamentos e peças até a fabricação, testes, transporte e venda das armas. Segundo a polícia, o grupo ainda planejava abrir outra fábrica em Novo Hamburgo.
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