Santiago – RS – (Região de São Borja) – Edber Torres Garcia começou desenhando nas classes e nas capas dos cadernos. Hoje, aos 35 anos, transforma aquela antiga paixão em uma nova maneira de colorir e dar vida aos locais. Nascido em Santiago e criado em São Francisco de Assis, ele passou pelo Exército, pela tatuagem e agora aposta na pintura de paredes. A trajetória é de quem precisou mudar de caminho algumas vezes sem largar o gosto pelo desenho.
Do lápis à farda
Edber é filho de Elisete Torres, natural de Santiago, e Carlos Alberto Garcia, de São Francisco de Assis. Estudou do início ao fim na Escola Salgado Filho. Foi ali que os primeiros rabiscos apareceram. A brincadeira nas classes e nos cadernos acabou virando interesse sério. Com o tempo, passou a estudar desenhos voltados ao realismo e chegou a vender trabalhos por encomenda.
Em 2009, voltou para Santiago para ingressar no Exército. Ficou no 19º GAC até 2017. No primeiro ano conheceu a esposa, Jezica. No segundo, encarou o desafio físico e passou a competir no pentatlo militar. Ao longo dos anos, ganhou medalhas. A rotina da caserna também foi uma fase de aprendizado e disciplina.

O realismo ganhou a pele
Enquanto servia, Edber continuou estudando desenho. Depois, com a chegada do primeiro filho, Cauê, e o fim do tempo no Exército, precisou pensar em uma nova fonte de renda. A tatuagem estava em alta. O estilo realismo preto e cinza chamou sua atenção.
Com muito diálogo com a esposa, foi a Porto Alegre buscar conhecimento. Aprendeu o essencial para a tatuagem comercial, mas queria oferecer algo diferente. A base no desenho ajudou a desenvolver o realismo. Vieram os trabalhos em Santiago, São Francisco de Assis e Tramandaí. O segundo filho, Cael, nasceu no início de 2020. Na mesma época, a pandemia derrubou o movimento. O que já estava difícil ficou ainda mais complicado.

A arte encontrou outro caminho
Hoje, Edber não está trabalhando com tatuagem. Mas o desenho continua. Ele voltou a estudar. Acompanhou grafiteiros, observou técnicas e começou a pensar em outra possibilidade: se já tinha desenhado no papel e na pele, por que não na parede?
O primeiro teste foi um desenho do Bart Simpson em uma parede de uma barbearia.

Depois surgiu a oportunidade de fazer um trabalho maior na Lavô Shoolé. Foi aí que a ideia começou a ganhar forma. Agora, Edber oferece pinturas que podem mudar a cara de um local, trazer cor e comunicar uma ideia de um jeito diferente.

Como contratar
O artista diz que quer seguir aprendendo e ampliar esse trabalho. Para ele, cada parede é uma nova oportunidade de colocar o desenho em prática. Quem quiser acompanhar os próximos passos ou pedir informações e orçamento pode acessar o Instagram @edber.art ou chamar pelo WhatsApp (55) 99640-1589.
Agradecimento pela oportunidade
Edber conta que, quando falou pela primeira vez com Jéssica Wenning, imaginou que ela queria algo pequeno, talvez na própria Lavô Shoolé. O paredão acabou sendo um desafio muito maior. Ele tinha a teoria e uma pintura pequena de prática, mas confiava na própria capacidade e recebeu muito incentivo da esposa.

Desde o decalque, foi preciso cuidar das proporções. Vieram lápis de pedreiro, fita adesiva e latas de spray. A percepção de luz e sombra também fez parte do trabalho. Para Edber, é isso que faz o desenho se sobressair.
“Fiquei muito feliz com o resultado e muito grato pela oportunidade de mostrar minha capacidade, meu trabalho. Sei que não é fácil abrir a porta para quem tá começando e por isso só tenho a agradecer a Jéssica Wenning.”
Fonte: Redação NP Expresso
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