São Paulo – SP – O Instituto Conhecer Brasil, ligado à produtora do filme Dark Horse, foi o único proponente na seleção pública que resultou no programa de internet em comunidades. O acordo original, assinado em 2024, previa 5 mil pontos de Wi-Fi e valor de 108 milhões.
Com aditivos, a parceria foi prorrogada até dezembro deste ano. A prefeitura paga pouco mais de 4 milhões por mês ao instituto pela manutenção do serviço, que atende comunidades e favelas da capital.
As suspeitas
A Federal e a polícia de São Paulo investigam possíveis irregularidades na seleção e na execução do contrato. Também apuram se recursos públicos ligados ao instituto podem ter sido desviados para a produção do filme sobre Jair Bolsonaro.
Karina Gama, sócia do Instituto Conhecer Brasil e dona da Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse, foi alvo de busca e apreensão da Federal. O ministro Flávio Dino retirou o sigilo de parte do processo, que reúne a investigação sobre emendas parlamentares e contratos ligados às entidades.
O que diz a prefeitura
A prefeitura nega irregularidades e afirmou que o contrato seguia em execução. O prefeito Ricardo Nunes disse que vai consultar o STF sobre a necessidade de romper a parceria, já que uma eventual rescisão pode afetar milhares de pontos de internet instalados em comunidades.
A investigação ainda não comprova que dinheiro do contrato do Wi-Fi bancou o filme. Esse é justamente um dos pontos que as polícias tentam esclarecer.
(Redação, João Lemes. Fontes: Metrópoles, Prefeitura de São Paulo e Agência Brasil)
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