Quem é o gauchinho da tropilha?

A cena na avenida revelou a história de Inácio Antocheviez Stacowski

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Santiago, RS – Inácio Antocheviez Stacowski, de 8 anos, chamou a atenção durante o Desfile Farroupilha ao conduzir uma tropilha de cavalos colorados pela avenida. Aluno do 3º Ano A da Escola da URI, ele representou o Piquete Campo Afora. A égua madrinha seguia de “acabresto”, com os cavalos entablados atrás. Os pais, Lúcio Rigon Stacowski e Renata Franco Antocheviez Stacowski, acompanhavam tudo a cavalo.

Da família para o campo
A cena não nasceu naquele domingo. Inácio cresceu no meio da vida rural e tem nos cavalos e nas lides do campo uma rotina desde pequeno. Filho do produtor rural Lúcio e da médica veterinária e advogada Renata, ele acompanha os pais nos finais de semana e participa dos cuidados com os animais. Para a família, esse contato ajuda a manter vivos os costumes que passam de uma geração para outra.

A tropilha colorada
A família trabalha há anos com tropilhas entabladas e já havia participado de outro desfile com cavalos gateados. Neste ano, a novidade foi uma tropilha formada somente por cavalos colorados. Inácio assumiu a condução. A égua madrinha leva o cincerro e ajuda a manter os animais reunidos. Para chegar a esse ponto, existe treinamento e muita convivência com os cavalos. Segundo Renata, a família tinha segurança na condução feita pelo filho por causa da vivência dele.

Campo e escola
Depois do desfile, a família levou a tropilha para a frente da Escola da URI, onde Inácio estuda. O registro juntou dois lados importantes da vida do menino: a família e o campo de um lado, a escola do outro. Três dias depois, Lúcio e Renata voltaram à escola para conversar com a turma do 3º Ano sobre a vida rural. Falaram sobre o trabalho com gado, cavalos, ovelhas e outros animais.

Uma tradição que continua
Para Inácio, participar do desfile foi motivo de orgulho. Para os pais, a experiência representa a continuidade de costumes que ele aprende dentro de casa. A imagem do menino à frente da tropilha acabou mostrando justamente isso: uma tradição que não ficou apenas na lembrança dos mais velhos. Ela segue sendo ensinada na prática e já ganhou um novo personagem de 8 anos.

Fonte: Emanuely Guterres Soares/URI Santiago

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