Chuvisca – RS – (Região de Camaquã) – Arnildo Schmegel Klumb e Davi Artur Klug Klumb foram m0rtos a tiros na propriedade da família, em São Brás, na madrugada de 9 de outubro. Eles tinham 56 e 17 anos. O investigado é o ex-companheiro de Kelly Klug Klumb, filha de Arnildo e irmã de Davi.
A chamada
Kelly tem 22 anos e contou à Zero Hora que não atendeu uma ligação depois da meia-noite. Às 4h, uma tia do suspeito pediu que ela retornasse o contato. Segundo a jovem, ele mostrou a cena do crime por vídeo, além de uma arma com sangue e o carro da família.
As ameaças
O relacionamento durou quase seis anos e terminou um mês antes. Kelly disse que enfrentava ciúmes, controle e agressividade. Depois da separação, foi morar com os empregadores, mas continuou recebendo ameaças e bloqueou o ex. Três dias antes dos crimes, ele também teria ameaçado o instrutor da autoescola onde ela fazia aulas.
O medo da família
Segundo Kelly, o suspeito ainda teria dito que pretendia atacar a empregadora dela. A jovem permanece com medo e está próxima da mãe desde os sepultamentos. Ela contou que a arma teria sido roubada da casa do pai do investigado. Ele também teria levado o carro de Arnildo e depois o abandonado. A polícia prendeu o suspeito, que tem 29 anos, no mesmo dia dos crimes.
A investigação
A delegada regional Vivian Sander Duarte investiga a hipótese de vicaricídio: quando alguém m4ta um familiar ou dependente de uma mulher para fazê-la sofrer, puni-la ou controlá-la. A classificação do caso ainda depende da investigação. A lei de abril de 2026 prevê pena de 20 a 40 anos de prisão e inclui o delito entre os crimes hediondos.
(Redação, João Lemes. Fonte: Clic Camaquã e Zero Hora)
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