Rio de Janeiro – RJ – A Justiça determinou a suspensão das atividades de 112 empresas, a maioria postos de gasolina, na oitava fase da Operação Unha e Carne. A ação da Polícia Federal ocorreu no dia 15, na capital fluminense e em outros seis municípios. Também foram expedidos 16 mandados de busca e apreensão e ordens de bloqueio de bens e valores.
As prisões
Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, os agentes prenderam o ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), além do delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil. A etapa é um desdobramento da sexta fase da investigação, realizada em julho.
Segundo o g1, também foram presos os inspetores da Polícia Civil Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo.
A origem da investigação
A operação começou em dezembro de 2025 para apurar um suposto vazamento de informações sigilosas de ações contra o Comando Vermelho. Conforme a Federal, os dados teriam prejudicado operações e beneficiado investigados ligados à facção. Na primeira fase, Rodrigo Bacellar, então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, foi preso sob suspeita de repassar informações.
Canella e Amim já haviam sido alvos de buscas na quinta fase, em julho, quando a Federal prendeu o pastor Márcio Poncio, investigado por possível ligação com a chamada “máfia do cigarro”. Naquela etapa, foram cumpridos 19 mandados de busca na capital, em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende.
(Redação, João Lemes. Fonte: GZH, com informações do g1)
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