Nacional – Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira estão entre os possíveis protagonistas da reorganização do campo conservador após a reeleição de Lula. Especialistas ouvidos pelo Estadão avaliam que o segundo revés presidencial seguido da família Bolsonaro amplia a concorrência interna, sem eliminar a influência do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Para o cientista político Rodrigo Prando, do Mackenzie, o movimento criou uma identidade própria entre setores evangélicos, da segurança pública e do agronegócio. Ele prevê uma disputa entre o grupo mais ideológico, ligado aos filhos de Bolsonaro e a influenciadores, e governadores e deputados que podem defender uma candidatura com menor rejeição.
O peso da família
Sergio Simoni Jr., da USP, pondera que a votação de Flávio demonstrou a força eleitoral do sobrenome, apesar das dificuldades da campanha. Na avaliação dele, o apoio de Jair Bolsonaro continuará importante, embora lideranças de fora da família possam crescer até a próxima eleição.
O economista Maurício Moura, fundador do instituto Ideia, considera que o desempenho do novo governo Lula será decisivo para o futuro da oposição. Ele também afirma que os possíveis candidatos precisam se tornar conhecidos desde já, sem deixar essa tarefa para o ano eleitoral.
(Redação, João Lemes. Fonte: Estadão)
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