
Aqui a produção brota como água
(por João Lemes) O município parece ser pequeno por ter menos de 4 mil moradores. Todavia, o pensamento sobre seu tamanho muda quando lembramos dos seus 1.022 km² de solo fértil, onde a produção brota como água. Digo isso porque acompanho a vida nesse torrão fértil desde que se tornou município.

O que veio primeiro: a lavoura ou a cidade?
Quem passa em Capão do Cipó, não vê o cipó; vê soja e trigo numa das maiores regiões produtoras do RS; vê mais plantações do que casas, o que faz desencadear a pergunta: a lavoura está na cidade ou a cidade foi erguida no meio da lavoura? Acertou quem escolheu a segunda opção.

HÁ POUCO, UMA RETROESCAVADEIRA EM BOAS CONDIÇÕES FOI ENCONTRADA ABANDONADA NO INTERIOR, SENDO QUE MUITOS PRODUTORES ESTAVAM PRECISANDO
Cadê a boa estrutura?
Deste solo rico, o mínimo que se espera é uma boa estrutura para o pessoal da lavoura não ter que sair atrás de serviços em outras cidades. Isso faria a renda permanecer em solo cipoense. Mas não é o que se vê.

Sem muita estrutura, poucas empresas ousam se instalar. O pessoal fica à espera do jornal Expresso para verificar as ofertas e sair correndo para Santiago comprar.

Puxadinho na prefeitura
A própria estrutura da prefeitura é precária. A partir de sua emancipação, no ano 2 mil, quando não havia nenhuma caneta, a estrutura foi montada. Muito bem! O problema é que ela permanece a mesma até o dia de hoje. A prefeitura, por exemplo, só teve um puxadinho. Sem falar que hoje há muito mais pessoas trabalhando nela.


BRASÍLIA É AQUI
Os anos seguintes serão de dificuldade e o choro e as desculpas deveriam ir para Brasília. Aqui deve ficar apenas quem tem vontade de encarar os problemas e apresentar soluções. Torço para que vença o melhor; torço para que a cidade cresça. Não precisa virar uma Eldorado, mas que tenha um pouco mais de economia e estrutura urbana, já estaria de bom tamanho.



