
O corpo de João Alberto Silveira Freitas, homem negro que foi espancado até a morte em supermercado Carrefour, foi sepultado na manhã de sábado (21). Seu pai, o aposentado João Batista Rodrigues Freitas (65 anos) falou sobre o ocorrido em entrevista à Rádio Gaúcha. “Foi uma ação de racismo, puro racismo. Ninguém agride uma pessoa entre três com tanta violência assim se não tiver um motivo. Se o motivo é fútil, é racismo. Eu quero justiça e aguardo pela justiça”, disse ele.

A filha de João Alberto, Thaís Alexia Amaral Freitas, 22 anos, demonstrou revolta com o caso. Entre momentos de tristeza, quis falar. E se dirigiu aos autores do assassinato: “Eles são uns animais, uns lixos, não tem amor no coração. O que fizeram com ele não se faz com ninguém, mesmo que esteja errado”, disse.
João Alberto deixou ainda outras duas filhas e um filho, de relacionamentos anteriores. Com a atual companheira, Milena Borges Alves, 43 anos, planejava um casamento no civil, que deveria acontecer até o fim do ano. (F: Zero Hora)
O caso
João Alberto Silveira Freitas morreu após ter sido espancado na porta do supermercado Carrefour no bairro Passo D’Areia. Houve uma discussão com uma funcionária. Então um segurança de uma empresa terceirizada e um PM temporário (Magno Braz Borges e Giovane Gaspar da Silva) o levaram para o estacionamento e o mataram a pancadas. Eles estão presos por homicídio qualificado.



