
Nova Prata – Um policial militar foi identificado como um dos participantes do linchamento de Arlindo Elias Pagnoncelli, 38 anos (foto), em 8 de novembro. Outros 12 agressores já foram identificados.
O inquérito tenta identificar mais de 40 pessoas que participaram ou testemunharam o espancamento de Arlindo Elias. Ele morreu em 17 de novembro, nove dias após as agressões.
Segundo relatos e pelos vídeos do linchamento, a confusão aconteceu porque a vítima teria importunado duas moças por meio de contato físico. O brigadiano de Caxias estava em Nova Prata para acompanhar uma mulher com quem tem relacionamento. Essa mulher é parente das moças que alegam terem sido importunadas.
As duas mulheres são vistas passando pelo lixador de mármore e um amigo dele em uma faixa de segurança. A cena foi capturada por uma câmera. Nas imagens, não é possível confirmar qualquer contato físico entre a vítima e as jovens.
O linchamento foi filmado por diversas testemunhas. As imagens mostram a vítima sendo agredida a socos e chutes por diversas pessoas. Mesmo caído e desacordado, ele continuou a ser espancado. Foi encaminhado para um hospital de Vacaria, mas não resistiu.
O caso chamou atenção pela brutalidade e a quantidade de agressores envolvidos. Dezenas de pessoas testemunharam e até filmaram a confusão. As imagens mostram que poucos tentaram acalmar os ânimos.



