
Duas semanas foram suficientes para o coronavírus destruir com a sua saúde do ator
(por Fabrício Carpinejar – Zero Hora)
Cada novo luto pela covid traz muita raiva na dor. Um ódio visceral dessa epidemia que não desiste de aumentar sorrateiramente, ou pela ansiedade de conviver, ou pelo esgotamento nervoso do confinamento, ou pela saudade gritando dos familiares.
O ator Eduardo Galvão é mais uma das vítimas brasileiras, rosto conhecido de várias novelas da Rede Globo, como “O Salvador da Pátria”, “A Viagem”, “O Clone”, “Despedida de Solteiro”, “Paraíso Tropical”, “Porto dos Milagres” e “Bom Sucesso”. Faleceu nesta segunda(7), aos 58 anos, no esplendor da carreira.
Toda morte agora insulta ainda mais
Parte logo quando já começa a vacinação no Reino Unido. Faltava tão pouco. Faltavam poucos meses para ele se sentir protegido.
Toda morte agora insulta ainda mais. Abala ainda mais. Porque são despedidas na linha de chegada, com a redenção próxima, com a cura quase no braço.



