
“O bem-estar do policial é o bem-estar da sociedade gaúcha”, afirma o vice-governador e secretário da Segurança, Ranolfo Vieira Júnior.
Pesquisa revela que apesar de aceitar bem o salário que recebe, grande parte está insatisfeita com o plano de carreira
Um soldado homem, branco e gaúcho, com Ensino Médio completo e católico, que leva até 30 minutos para ir de casa para o quartel. Está satisfeito com o salário, pretende seguir na Brigada, mas já se envolveu em confronto armado e foi ferido. Esse é o perfil da maioria dos brigadianos. Apesar de se sentir valorizado, esse militar está descontente com o plano de carreira.
16% foram vítimas de racismo no exercício da função
O trabalho tenta mostrar que existe diversidade entre os servidores. Tanto é que 16% foram vítimas de racismo no exercício da função. Por isso, o chamado censo brigadiano será usado para que se coloque em prática políticas públicas para melhorar o atendimento aos profissionais, visando também a qualificação do atendimento à população.

“Ninguém pode se denominar comandante se não conhece a sua tropa — diz o comandante-geral da Brigada”, coronel Rodrigo Mohr.
Um dos pilares da corporação é a qualificação interna em busca da qualificação externa

O trabalho começou em julho pelo Departamento Administrativo, com metodologia semelhante à IBGE e dividido em três etapas. Mais de 240 PMs envolvidos ouviram 17.952 pessoas. Os dados foram analisados, e a primeira pesquisa desse tipo nos 183 anos da BM foi divulgada com a finalidade de conhecer a tropa, diagnosticar o ambiente de trabalho e familiar, conhecer a valorização e as dificuldades. (Zero Hora)



