
Só em 2020, a polícia conseguiu apreender 22 drones que levavam drogas e celulares para as cadeias gaúchas
Os criminosos usam diferentes técnicas para que os aparelhos não sejam derrubados a tiros. Como resposta, a Secretaria da Administração Penitenciária (Seapen) traça estratégias para frear a telentrega. A informação é de Zero Hora.
Presídio central é o maior alvo

Mais da metade dos drones apreendidos estava sobrevoando o Presídio Central, em Porto Alegre (13). Um dos motivos apontados para isso é a alta população carcerária. Em novembro, essa cadeia abrigava 3.476 presos, enquanto a capacidade é para 1.824. Em segundo lugar, aparece a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), com quatro apreensões.
O diretor do Presídio Central, o tenente-coronel Carlos Magno da Silva Vieira, acredita a facilidade para a compra desses equipamentos é um fator que permite o uso da tecnologia a favor do crime. Além das drogas, celulares são transportados dessa forma, permitindo o contato de presos com as ruas.
“É um problema grave. Algumas ações que estamos adotando não podem ser divulgadas, por segurança. Há uma lei para o uso. Por outro lado, não é preciso justificar a finalidade da compra. Há uma desconexão”, avalia Magno.
Dificuldade para derrubar
Os drones também ficaram mais difíceis de serem abatidos em razão da tecnologia avançada, que deixa os aparelhos silenciosos e permite que voem a alturas mais elevadas. O operador pode ficar de quatro a cinco quilômetros. As luzes, que poderiam facilitar a visualização, em geral são cobertas com fita isolante.



