
O governador gaúcho trabalha por uma opção de centro e não descarta uma corrida à presidência
Eduardo Leite (PSDB) sempre desconversava quando o tema era a candidatura a presidente. Neste final de ano o discurso mudou. Ele admite que vai trabalhar para quebrar a polarização entre esquerda e direita, buscando uma alternativa de centro e não descarta ser candidato a presidente ou a vice, diz a jornalista Rosane de Oliveira, de Zero Hora.
O tucano foi procurado por líderes que buscam um nome capaz de evitar a reprise de 2018, com um segundo turno entre Bolsonaro e o candidato do PT.
Na entrevista, repetiu a frase atribuída a Tancredo Neves e citada por todos os que sonham com o Palácio: “Tenho perfeitamente claro que Presidência é destino. Tantas pessoas se prepararam tanto para ser e não foram e tantas outras não se preparam em absoluto e acabaram sendo”.
“Tenho sido procurado por pessoas que entendem que posso ser uma alternativa. Estou com 35 anos e é uma grande honra, um sinal de reconhecimento. Como candidato? É muito cedo para dizer. Eu participo das discussões, quero ajudar a construir uma alternativa e naturalmente participaria como candidato, mas não é o que me move no trabalho aqui no Estado. O que quero é ajudar o país a ter um caminho sereno”, disse Eduardo Leite.
Sobre Fernando Henrique Cardoso
Recorda que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso só chegou à Presidência porque estava no lugar certo na hora certa. No caso, o Ministério da Fazenda de Itamar Franco, quando o Plano Real debelou a inflação. Sem isso, mesmo com todo o preparo que tem, FHC não teria sido presidente. Brizola, Mario Covas, José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves chegaram a ser considerados favoritos, mas os brasileiros optaram por candidatos improváveis, como Fernando Collor, Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro.




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