
Em 2020 notamos que amigos on-line não conseguem servir uma sopa ou um chá quando estivemos na cama
Este foi o ano da conexão virtual. Chegamos ao ápice tecnológico. Até o mais avesso à tecnologia precisou se conectar. Em face disso, terminamos o ano mais solitários e menos solidários.
(João Lemes) Notamos que é fácil conversar, aprender, trabalhar on-line. Difícil é resolver um velho problema do humano; a falta de afeto. Cedo ou tarde vamos descobrir que a rede não é capaz de fazer isso. Vamos notar que amigos on-line não conseguirão servir uma sopa quando estivermos na cama.
“A obsessão pelo Facebook o transformou em uma ferramenta poderosa, onipresente e que tem o poder de mudar cenários da vida íntima quanto da pública. Afinal, é no Facebook que tudo acontece, toma forma, ganha relevância e é discutido”
Hoje é mais fácil conversar com alguém no Japão do que ouvirmos nossa esposa (o) no café da manhã. Ambos só olham o celular. Estamos com estranhos em nossa própria casa.

Yuval Noah Harari diz que o teste crucial do Facebook virá quando um engenheiro inventar uma ferramenta que fizer as pessoas ficarem menos tempo comprando on-line e mais tempo com os amigos. E aí, será que o Facebook vai arriscar, vai privilegiar preocupações sociais em detrimento dos interesses financeiros?
No findar de 2020, reflita sobre as revoluções, mas não aquelas a cargo de fanáticos religiosos, exércitos ou políticos. Falamos da revolução educacional, a única que vai nos tirar da alienação e que nos arrasta para o abismo como moscas para o mel.



