
O caminho passa por uma parada cardíaca e sequelas irreversíveis
O paciente que está acordado percebe a crescente dificuldade para respirar até ficar em estado de sonolência. O colapso em Manaus, com a falta de oxigênio mostra cenas aterrorizantes. Nas redes e noticiários se vê médicos e enfermeiros chorando, tentando reanimar doentes no chão e correndo com macas. (F: Zero Hora)

A pior forma de morte
A médica Roselaine Pinheiro de Oliveira, do Hospital Moinhos de Vento (Porto Alegre) detalhou ao jornal Zero Hora um dos mais assustadores sofrimentos impostos a um ser humano.

A grave falta de ar
Todas as células precisam de oxigênio. Entre todos os problemas que a covid pode causar, o comprometimento dos pulmões é o mais grave. A consequência é diminuição de oxigênio no sangue: a falta de ar.
Sem ar, sem vida
Um paciente lúcido pode receber oxigênio por cateteres no nariz ou máscara no rosto. Se houver diminuição de ar, o paciente começa a sentir dificuldade para respirar, vem a sonolência, e o indivíduo acaba precisando ser entubado. “O paciente precisa ser entubado. Mas, se não tem oxigênio, fazer o quê?”, constata a médica.
Parada cardíaca e sequelas irreversíveis
Na sequência, pode ocorrer alteração no cérebro, no coração e na função renal. Ele vai piorando até ter uma parada cardíaca. Quando o coração para, o doente precisa ser imediatamente reanimado. Em quatro minutos, se o cérebro não recebe sangue pelo coração que está parado, a chance de sequelas irreversíveis é grande.



