
Apoiado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), o candidato governista Rodrigo Pacheco (DEM) é o novo presidente do Congresso Nacional. Ele recebeu 57 votos, contra 21 de Simone Tebet (MDB). Pacheco conquistou o apoio não só dos bolsonaristas, mas de partidos de oposição, como PT e PDT. Em relação às bancadas, venceria em ao menos 15 Estados, segundo as projeções.
A principal candidata rival, Simone Tebet (MDB-MS), perdeu força na última semana depois que seu próprio partido deixou de apoiá-la.
Independência
Pacheco prometeu agir com independência em relação ao Planalto e fez um discurso de pacificação. É católico e está no primeiro mandato como senador. Presidirá o Senado até fevereiro de 2023. Rodrigo Pacheco nasceu em Porto Velho (RO), mas se elegeu por Minas Gerais, onde a família é dona de empresas de transporte rodoviário. (Zero Hora)
Bolsonaro liberou 504 milhões aos parlamentares às vésperas da eleição no Congresso
O presidente e outros integrantes do governo fizeram declarações públicas nos últimos dias admitindo a vinculação das emendas com o movimento para construir uma base de apoio no Legislativo
O governo pagou um volume recorde de emendas parlamentares em janeiro. No total, foram destinados 504 milhões para redutos eleitorais de deputados e senadores até o último dia 26, conforme a indicação de congressistas. O valor é maior do que a quantidade paga no mês inteiro em qualquer ano anterior.
Todos os anos, o governo é obrigado a pagar essas emendas. O momento de liberação, porém, ocorre a critério do Executivo. O valor pago em janeiro deste ano, às vésperas da eleição no Congresso, supera as emendas transferidas no mesmo mês de anos anteriores.



