A repercussão da reunião entre vereadores e donos de postos

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Santiago – O aumento dos combustíveis é um dos assuntos mais comentados do momento. Na última sexta (20), a Câmara recebeu representantes de postos. A reunião foi proposta pelo vereador Gildo Fortes (PL) para esclarecer dúvidas sobre os valores praticados, custos e comparativo de preços com outras cidades da região. Dos convidados, quatro compareceram: Luiz Ademar Martins (Macarrão), João Batista dos Santos (Batista), Jorge Damian (Charrua) e Jair Rauber (gerente Shell – Nery).

Carga tributária

Entre os principais argumentos para justificar os valores praticados estão a alta carga tributária e os custos com pessoal. De acordo com os empresários, o chamado “custo social” (repasses à Petrobras e impostos como Pis/Cofins e ICMS) é o principal vilão na composição dos preços considerados elevados pelo consumidor, pois trata-se de uma carga que se aproxima dos 90%. Mais detalhes no Expresso de sexta, 26.

Alguns vereadores comentaram na sessão desta segunda (22) sobre a reunião.

Fernando Oliveira (PP) – “A Câmara não tem atribuição legal nem para propor, se quiser, uma ação civil pública para discutir isso. O Ministério Público, o Procon têm essa competência. Imagina se a gente vai começar abrir precedentes até para discutir o preço do pão francês, chamando todas as padarias?”

Gildo Fortes (PL) – “Eles têm que dar explicação sobre o preço do combustível. Se não for para os vereadores, tem que ser para os consumidores. A reunião estava nervosa no começo, mas os empresários foram educados e explicaram tudo. Hoje tem concorrência. O preço está 40 centavos de diferença de um posto para outro. Quando eu trouxe na reunião não chegava a 0,10.”

Eva Müller (MDB) – “Vou discordar do colega Fernando. Temos que discutir sim. Nós representamos uma comunidade. Talvez não consigamos resolver, mas temos que discutir. Se hoje é o preço do pão francês, da gasolina, amanhã vamos discutir a questão do IPTU. Aqui é o lugar de discussão.”

Décio Loureiro (PP) – “Não temos que discutir preço de empresa privada. Temos que discutir IPTU, alíquota pública…Agora, empresa privada nós temos que é parabenizar o Posto Missioneiro, que veio para lutar pelos clientes, para botar preço. Isso obriga os outros a baixar, ou quem vai vender é o Missioneiro, como fez o final de semana inteiro.”

1 COMENTÁRIO

  1. Eles estão equivocados, pois a alíquota sobre a gasolina é de 25% + 7.6 + 1,65 DE PIS e Cofins não passa nem perto dos 90% fora que na compra para revenda dos combustíveis eles tem direito ao crédito de ICMS, PIS e Cofins que irá abater do pagamento final imposto.

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