(João Lemes) – No meu tempo de piá, chamar alguém de “pamonha” era ofensa. O termo se referia a uma pessoa desorientada, sem muito estudo, meio lenta ou até estúpida. Cresci ouvindo isso, sem imaginar que, mais adiante, descobriria um significado totalmente diferente para a palavra.
A verdadeira pamonha, ao contrário do insulto, não tem nada de inoperante. Trata-se de um alimento delicioso e nutritivo, feito a partir do milho e presente na culinária brasileira há gerações. Com seu sabor único e preparo artesanal, a pamonha conquistou seu espaço como uma iguaria valorizada. No fim das contas, a ironia está aí: o que antes era usado para desmerecer alguém, hoje se revela uma preciosidade gastronômica.
A artimanha do advogado
Em uma iniciativa inusitada, um advogado brasileiro inseriu a receita de pamonha em uma petição judicial para evidenciar que alguns magistrados não leem atentamente os autos dos processos. No documento, ele expressou sua insatisfação com a falta de atenção dedicada às petições, afirmando que os advogados frequentemente são desrespeitados por juízes que não analisam minuciosamente os pleitos apresentados.
Para demonstrar sua alegação, o advogado incluiu detalhadamente o modo de preparo da pamonha na petição, mencionando etapas como ralar as espigas de milho, adicionar sal e açúcar, e cozinhar a massa em água fervente. O trecho passou despercebido pelo magistrado responsável, corroborando a crítica do advogado sobre a falta de leitura atenta das petições.
O caso gerou debates na comunidade jurídica acerca da relação entre advogados e magistrados, levantando questões sobre a necessidade de maior atenção e respeito mútuo no trâmite processual.
Com informações do JUSBRASIL
LEIA TAMBÉM: Rodoviária de Santiago não fechará
Acompanhe o NP pelas redes sociais:
- Tiktok: @np.expresso
- Comunidade no WhatsApp: Clique Aqui
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso