(J.Lemes) Com as solenidades de fim de ano, o assunto volta à tona e chegamos à conclusão de que a maioria não sabe como se comportar durante a execução do hino, fato que gera desconforto. Esse foi o caso da controvérsia em várias cidades. Nas fotos, exemplos passados pela região.

Durante a execução do Hino Nacional, as pessoas devem ficar em pé e em silêncio, de modo que não se deve cantá-lo. A posição correta é de respeito, com os braços estendidos ao longo do corpo.

As pessoas só devem virar-se para a Bandeira quando ela estiver sendo cultuada ou durante o hasteamento. Virar-se de costas para a plateia e ficar de frente para a Bandeira durante uma solenidade é considerado um desrespeito ao público.
A Lei nº 5.700, aprovada em 1971, prevê o comportamento que as pessoas devem ter ao ouvir o Hino Nacional. Algumas das regras são:
- Não se deve cruzar os braços para trás ou para frente.
- Não se deve colocar as mãos nos bolsos.
- Não se deve acompanhar com palmas, assobios, dançando ou com a mão no peito.
- A cabeça deve estar descoberta.
Os aplausos são a critério dos presentes à cerimônia, mas não são recomendados, principalmente se o Hino não for executado ao vivo.
Pelo que se depreende da legislação, bem como do Decreto-lei que trata do cerimonial público, qual seja, 70.274/72, as pessoas somente devem se virar em direção à Bandeira caso esta esteja sendo cultuada – ou mesmo nas hipóteses de hasteamento.

Do portal da Casa Militar de SC:
“Uma das práticas errôneas surgida não se sabe de onde e nem como, “é voltar-se (autoridades e público) na direção da Bandeira Nacional por ocasião da execução do Hino Nacional”. Essa prática, além de não encontrar respaldo legal, sugere que a Bandeira Nacional é mais importante que o Hino Nacional e, portanto tem precedência sobre este”.
Várias vezes escrevi sobre isso. A bandeira nos representa, mas quando estamos presentes, somos nós, povo brasileiro, que merecemos as honras. Então, não se vira para a bandeira na hora do hino e, sim, para o público. Nenhum símbolo é mais nobre que o verdadeiro país, o seu povo. A exceção é o hino à bandeira. Aí, sim, nos viramos para ela.
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