Santo Ângelo – RS – (Região das Missões) – O fisco gaúcho colocou as equipes na rua para combater um esquema de sonegação de ICMS que envolve a venda de carne bovina e suína sem nota fiscal. A ofensiva, batizada de Carne Oculta II, foca em um grupo de empresas da Região Noroeste que teria movimentado cerca de 344 milhões de forma irregular nos últimos cinco anos. A ideia é acabar com a concorrência desleal e garantir que o imposto chegue aos cofres públicos.
O truque do imposto
As investigações mostram que os frigoríficos usavam notas com valores abaixo do real e até vendiam mercadoria “por fora” para não pagar o tributo estadual. Além disso, os donos criaram várias empresas pequenas para entrar no Simples Nacional de forma errada, aproveitando uma carga de impostos reduzida que não teriam direito se estivessem unificadas. Isso permitia que o grupo lucrasse muito mais do que quem joga limpo dentro da lei.
Ação com apoio da polícia
Nesta quinta-feira (19), oito auditores e quatro analistas, com o apoio da Brigada Militar, cumpriram ordens de busca e apreensão para recolher documentos que comprovam a mambaia. O trabalho é coordenado pela delegacia da Receita Estadual de Santo Ângelo. O objetivo agora é analisar toda a papelada e os arquivos digitais para calcular o tamanho exato do rombo e cobrar o que é devido, protegendo o comerciante que cumpre as obrigações em dia.
Fiscalização vai seguir apertada
Essa operação faz parte de um plano maior da Receita Estadual, que montou grupos especialistas para vigiar de perto os principais setores da economia no RS. O setor da pecuária é um dos alvos principais por causa do alto volume de dinheiro que gira. O governo avisou que novas investidas estão previstas para os próximos meses, tanto no ramo da carne quanto em outras áreas, para estimular que todos paguem o que devem voluntariamente.
Redação, João Lemes; Fonte: Secom / RS ⚖️
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