Estado – RS – A receita da Lojas Quero-Quero cresceu 9,7% no segundo trimestre de 2026. No mesmo período, os custos das lojas aumentaram 1,8%, enquanto as despesas administrativas permaneceram estáveis, abaixo da inflação de 4,5%.
Os juros e o prejuízo
Apesar do crescimento das vendas, a varejista registrou prejuízo de 51 milhões no segundo trimestre. Segundo o diretor-presidente Peter Furukawa, as despesas financeiras pressionam os resultados e tornam difícil encerrar o ano com lucro.
A empresa usa um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios para financiar parte das vendas. Com os juros em 14%, o dinheiro captado fica mais caro e diminui a margem. Furukawa afirmou que uma taxa próxima de 9% permitiria retomar os investimentos com maior velocidade.
A expansão menor
A Quero-Quero fechou 14 lojas no primeiro trimestre e abriu três no segundo. Depois de inaugurar entre 50 e 70 unidades por ano, a previsão para 2026 é abrir, no máximo, dez. A empresa pretende manter a dívida líquida no nível atual e reduzir investimentos e despesas.
O crédito mais restrito
A rede aumentou a nota mínima exigida para financiar compras. Conforme Furukawa, o endividamento dos consumidores, os juros e os gastos com apostas diminuíram o dinheiro disponível e dificultaram o controle da inadimplência.
A companhia conta com mais de 8,5 mil funcionários e mantém cerca de 400 vagas abertas. Nos últimos 12 meses, 1,3 mil trabalhadores foram promovidos. O diretor-presidente afirmou que a operação permanece saudável, mas que a prioridade agora é preservar o caixa e o capital de giro.
(Redação, João Lemes. Fonte: GZH/Rádio Gaúcha)
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