Alegrete, RS – O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) colocou o município de Alegrete no radar de atenção fiscal. O motivo é o alto gasto com o pagamento de servidores ativos, aposentados e pensionistas, que encostou no limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O Executivo municipal agora precisa apertar o cinto para não estourar os cofres e acabar desobedecendo a legislação que rege o uso do dinheiro público.
Números que preocupam
Os dados mostram que Alegrete terminou o ano passado com mais de 50% de toda a sua Receita Corrente Líquida comprometida apenas com a folha de pagamento. Embora o índice ainda não tenha ultrapassado o teto máximo de 54%, a situação acendeu o sinal amarelo para a equipe financeira. O secretário municipal de Finanças, José Luiz Caúrio, reconhece o aperto e afirma que o índice atual gira em torno de 52%.
Medidas de contenção
Para evitar que a conta feche no vermelho, a prefeitura já começou a cortar na própria carne. O controle foi reforçado em despesas como horas extras, diárias de viagens, cursos e deslocamentos para o interior. O objetivo é garantir que os serviços essenciais para a população continuem funcionando sem que a administração municipal precise descumprir as regras fiscais. O acompanhamento dos gastos segue sendo feito de perto pelo Tribunal de Contas, que monitora a saúde financeira de quase 80 municípios gaúchos na mesma situação.
Fonte: TCE-RS / Alegrete Tudo.
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