Barco-escola de 5 milhões está parado; e deve ser vendido

A embarcação foi comprada para aulas de educação ambiental, mas só navegou duas vezes em mais de um ano

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São Leopoldo – RS – (Região do Vale do Sinos) – O que deveria ser uma sala de aula flutuante para ensinar crianças sobre a preservação da natureza virou um “elefante branco” atracado às margens do Rio dos Sinos. A prefeitura de São Leopoldo estuda agora a venda do Barco-Escola Peixe Dourado, um catamarã que custou R$ 5,3 milhões aos cofres públicos e que, desde que chegou à cidade em dezembro de 2024, praticamente não saiu do lugar.

O projeto que não saiu do papel

A ideia era nobre: levar até 66 alunos por viagem para aprenderem sobre as mudanças climáticas e a importância do rio no trecho entre Sapiranga e a foz em Canoas. O barco foi equipado com tecnologia de ponta e deveria substituir o antigo trabalho feito pelo Instituto Martim Pescador. No entanto, após apenas dois passeios inaugurais, a embarcação foi deixada de lado, acumulando poeira e custos de manutenção enquanto o mato cresce ao redor do Museu do Rio.

A polêmica dos recursos

A compra do barco foi cercada de discussões. Na época, a gestão municipal e o Conselho Municipal do Meio Ambiente optaram por construir uma embarcação nova em vez de recuperar a antiga, alegando que os custos de reforma seriam imprevisíveis. O dinheiro veio do Fundo Municipal do Meio Ambiente, mas a falta de uso prático gerou críticas na Câmara de Vereadores e na comunidade, que vê o investimento milionário apodrecendo sem cumprir sua função pedagógica.

O destino da embarcação

Para que o barco seja vendido ou tenha outro destino, a decisão precisa passar novamente pelo crivo dos conselheiros municipais e seguir a legislação aprovada recentemente. Enquanto os trâmites burocráticos não avançam, o Peixe Dourado segue como um símbolo de desperdício de dinheiro público no Vale do Sinos. A prefeitura agora busca uma saída para recuperar parte do valor investido ou repassar a responsabilidade para quem consiga, de fato, colocar o projeto para navegar.

Redação, João Lemes; Fonte: GZH / Isabella Sander 🚢

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