Estado – RS – O segmento de roupas e acessórios apresentou o pior resultado entre janeiro e junho, com a eliminação de aproximadamente 2,2 mil empregos formais. Móveis, colchões e iluminação perderam 520 vagas, enquanto o setor de calçados fechou outras 463.
O saldo
Dados do Caged mostram que o varejo contratou cerca de 159,2 mil trabalhadores e demitiu aproximadamente 164,5 mil. Foi o pior desempenho do setor para o período desde 2024, ano marcado pelas enchentes.
Alguns segmentos abriram vagas. Os postos de combustíveis encerraram o semestre com saldo positivo de 951 empregos, enquanto os supermercados criaram 576 postos.
As dificuldades
O endividamento das famílias, os juros altos e a redução do poder de compra pressionam o setor. No Interior, as dívidas ligadas ao meio rural também afetam o movimento das lojas.
A inadimplência cresceu 1,42% no primeiro semestre. O valor médio das dívidas subiu de 5.264,13 reais, em janeiro, para 5.596,36 reais, em junho. Mesmo com a Black Friday e o Natal, a Federação Varejista avalia que as vendas deverão apenas acompanhar a inflação.
(Redação, João Lemes. Fontes: SB News, Caged e Federação Varejista do RS)
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