Nacional – André Mendonça pediu que a Procuradoria-Geral da República se manifeste antes de decidir se Alexandre de Moraes será incluído formalmente na investigação sobre o Banco Master. O órgão terá cinco dias para analisar as informações reunidas pela Polícia Federal.
Metadados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro indicam que uma versão do contrato entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes foi aberta e modificada em 15 de janeiro de 2024 por um perfil identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”. A alteração teria ocorrido cerca de uma hora e 40 minutos depois de Vorcaro devolver a minuta à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
O acordo previa 36 parcelas de 3 milhões líquidos e alcançaria 131,27 milhões com os impostos. Dados encaminhados à CPI do Senado indicam que o Banco Master pagou 80,22 milhões ao escritório em 22 parcelas, entre 2024 e 2025. O contrato foi interrompido após a liquidação da instituição financeira.
Em outra frente, a Polícia Federal apontou Moraes como possível interlocutor de Vorcaro em mensagens nas quais o banqueiro relatava uma ofensiva contra ele e pedia ajuda para reforçar contatos. Os textos teriam sido escritos no bloco de notas, transformados em imagens e enviados pelo WhatsApp com visualização única. A identificação e o conteúdo ainda serão avaliados pela PGR e pelo relator.
O escritório Barci de Moraes confirmou que o ministro acessou e editou o contrato. Segundo a banca, Moraes foi consultado pelo setor de compliance para verificar possíveis impedimentos legais, já que é marido da sócia-diretora. O escritório afirmou que não havia previsão de atuação perante o STF e que o ministro nunca julgou causa envolvendo o Banco Master.
(Redação, João Lemes. Fontes: Estadão, GZH, Metrópoles e CNN Brasil)
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