Os produtores gaúchos seguem enfrentando aperto nas contas. Os custos de produção aumentaram 1,55% em abril e já acumulam alta de 4,9% em 2026. Os números foram divulgados pela Assessoria Econômica da Farsul no relatório de inflação do agronegócio.
Fertilizantes puxam a alta
Segundo a entidade, o principal motivo foi o aumento de 8% nos fertilizantes durante abril. A pressão veio das incertezas no mercado internacional e da valorização das matérias-primas usadas na fabricação dos produtos. A Farsul destaca que os custos continuam subindo, embora em ritmo menor do que o observado em março.
Receita ainda não acompanha
O Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelo produtor avançou 0,81% em abril. A recuperação foi puxada pelo leite, arroz, trigo e boi gordo. Mesmo assim, o acumulado dos últimos 12 meses segue negativo em 9,19%. Na prática, o produtor ainda recebe menos hoje do que recebia há um ano pelos mesmos produtos.
Diferença entre campo e mercado
A Farsul também chama atenção para a diferença entre os preços pagos ao produtor e os valores encontrados pelo consumidor. Enquanto os preços recebidos no campo acumulam queda de 9,19% em 12 meses, o IPCA de Alimentos e Bebidas registra alta de 2,69%. Para a entidade, isso mostra que a inflação dos alimentos não nasce na propriedade rural, mas nas etapas de transporte, processamento, distribuição e venda ao consumidor.
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