Estado – RS – Uma lata de energético pode ter até 160 miligramas de cafeína, quantidade equivalente a cerca de três cafés expressos. A bebida costuma dar disposição por algumas horas, mas não repõe o descanso que o corpo precisa.
Pesquisa da Kantar, de 2024, aponta que 22% dos brasileiros consumiam energético fora de casa, principalmente os mais jovens. O produto estava presente em 38% dos lares. Entre estudantes, o hábito aparece em períodos de provas, noites mal dormidas e festas, mas também por novos sabores e pela influência dos amigos.
O que atrai os jovens
Para muitos, o energético entra como alternativa ao café. Há quem use para estudar, trabalhar ou se manter acordado depois do almoço. Outros associam a bebida a festas, onde ela costuma ser misturada com álcool.
O problema é que a sensação de energia pode esconder o cansaço. Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, a cafeína e o açúcar podem aumentar a frequência cardíaca e a pressão, além de provocar ansiedade, dor de cabeça e insônia quando consumidos em excesso.
O cuidado necessário
A mistura com álcool exige ainda mais atenção. O energético pode mascarar a sensação de embriaguez e aumentar o risco de desidratação e sobrecarga no coração.
Crianças e adolescentes são mais sensíveis aos estimulantes, pois o cérebro ainda está em desenvolvimento. A recomendação é evitar o consumo nessa faixa etária e não transformar a bebida em rotina. Café também exige moderação, mas o energético é ultraprocessado e reúne estimulantes, açúcar e aditivos.
(Redação, João Lemes. Fonte: GZH/Zero Hora)
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