Ex-prefeito de Alegrete destaca colheita do milho e vê futuro promissor para irrigação no Estado

O lançamento da colheita oficial reforça otimismo com a produção e o papel do milho na economia gaúcha

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Estado – RS – Márcio Amaral visitou a redação do NP e falou sobre a abertura oficial da colheita do milho. Atualmente na Secretaria da Agricultura, à frente da Subsecretaria de Irrigação, ele demonstrou otimismo com o momento vivido pela cultura e destacou a importância estratégica do milho para o Estado.

O avanço da produção

Segundo Márcio Amaral, o milho deixou de ser uma cultura de subsistência para se tornar uma atividade altamente profissional. Ele relembrou que, no passado, a produtividade girava em de 25 a 30 sacos por hectare, enquanto hoje a média estadual chega a 100 sacos. Em áreas mais tecnificadas, a produção alcança até 180 sacos sem irrigação e pode passar de 250 sacos por hectare com irrigação.

A importância econômica

O subsecretário ressaltou que o milho é uma cultura nobre, voltada principalmente ao consumo interno. Ele abastece várias cadeias produtivas, como aves, suínos, gado de leite e também a alimentação humana. Diferente da soja, que tem foco na exportação, o milho é base para a produção de proteína animal, o que mantém demanda constante e garante comercialização ao produtor.

O desafio da dependência externa

Mesmo com grande produção agropecuária, o Rio Grande do Sul ainda é importador de milho. Parte do grão consumido no Estado vem de regiões como Mato Grosso e até do Paraguai. Para Amaral, isso mostra que há espaço para ampliar a área plantada, suprir o mercado interno e, futuramente, pensar em exportação.

A irrigação como caminho

Márcio Amaral destacou que a irrigação será fundamental para garantir estabilidade produtiva, não apenas em anos de estiagem severa. Ele lembrou que o clima irregular do Estado provoca perdas mesmo em anos considerados bons. A Secretaria da Agricultura, junto ao Irga, já desenvolve experiências com milho em terras baixas, inclusive como alternativa à monocultura do arroz em regiões como Alegrete, Uruguaiana e Itaqui.

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