Guaíba – RS – (Região Metropolitana) – Dois contratos assinados em 2024 e um pagamento feito apesar de pareceres técnicos contrários estão no centro da Operação Pseudographos, realizada no dia 22. A Polícia Civil investiga suspeitas de falsificação de documentos, fraude em licitação e associação criminosa envolvendo a Set Service Serviços de Terceirização e agentes públicos.
Os certificados sob suspeita
Segundo a investigação, a empresa apresentou certificados de capacidade financeira possivelmente falsos para participar de dois pregões. Um contrato previa manutenção de bocas de lobo, por um valor anual em torno de três milhões. O outro destinava 1,3 milhão à disponibilização de motoristas para o Samu. A Contadoria e Auditoria-Geral do Estado informou que não emitiu os documentos, e uma perícia identificou sinais de falsidade.
O pagamento e os investigados
A polícia também examina a liberação de 310,8 mil que estavam retidos por irregularidades em um contrato de 2018. Conforme a GZH, são investigados o procurador-geral Guilherme Alexsander Trindade e o ex-subprocurador André Luis Souza de Moura. Eles teriam autorizado o pagamento em um único dia, em setembro de 2024, contrariando manifestações da contabilidade e do controle interno. Na ocasião, Trindade estava como prefeito em exercício.
Os investigadores analisam transferências entre os dois, movimentações consideradas superiores aos rendimentos de Trindade e possíveis medidas para favorecer a empresa. Também apuram uma tentativa de contratação sem licitação em 2025, posteriormente anulada, e supostas ações para atrasar punições administrativas. Os fatos ocorreram na gestão de Marcelo Maranata (PSDB), que não é investigado. Durante as buscas, um indivíduo sem ligação com o inquérito foi preso por porte irregular de arma.
As manifestações
O delegado Augusto Zenon afirmou que as buscas procuram esclarecer a autoria e a participação de cada envolvido, sem antecipar conclusões. A GZH informou que procurou Trindade, Moura e a defesa da Set Service, mas não recebeu retorno até a publicação. (Redação, João Lemes. Fonte: GZH)
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