OPINIÃO NP – Qual o limite entre o carinho e proteção?

A orientação é clara. Animal silvestre não deve ser alimentado, tocado ou domesticado

Publicado em

São Francisco de Assis – RS – (por João Lemes) A retirada do bugio Muchila da praça mexeu com os sentimentos de muita gente. O animal virou símbolo da cidade. Era fotografado por moradores e visitantes e acabou tratado quase como mascote. Só que a história também revela um problema comum quando um bicho silvestre passa a conviver demais com pessoas. Aquilo que começa como curiosidade e carinho pode virar risco para o próprio animal.

Exposto a contato humano

O bugio ficou famoso por aparecer em vídeos e fotos andando pelo chão, entrando em casas e até sobre as costas de um cachorro, situação que originou o apelido. Segundo o Ibama, ele vivia exposto a contato humano constante e recebia alimentação inadequada. Bugios são animais da copa das árvores e não do chão da cidade. Além disso, os bugios pretos estão ameaçados. Em 2024 o animal chegou a ser agredido por moradores e ficou em estado grave, episódio que mostrou que a convivência sem controle também pode terminar em violência.

O que a retirada do bugio ensina

O Ibama explicou que a retirada teve caráter de proteção ambiental e também de segurança. O órgão afirma que o animal estava fora do habitat e exposto a riscos. Ao mesmo tempo, notificou a prefeitura para criar um plano de educação ambiental voltado à presença de bugios na praça e ao comportamento das pessoas diante deles.

A orientação é clara

Animal silvestre não deve ser alimentado, tocado ou domesticado. Quando aparece em área urbana, o correto é avisar os órgãos ambientais. Pode parecer exagero para quem só vê o lado simpático do bicho, mas essa regra existe justamente para evitar que outros animais sigam o mesmo destino do Mochila.

A memória que fica

O bugio Muchila talvez não volte para a praça, mas ficará na lembrança de quem vive em São Chico e de quem visitou a cidade. Ele virou personagem da paisagem local e mostrou como a presença da natureza ainda faz parte do cotidiano do interior.

Agora resta um aprendizado

Existem muitos outros bugios nas árvores da praça e da cidade. Para que continuem ali, livres e seguros, é preciso mudar hábitos. Alimentar, aproximar ou tentar domesticar pode parecer gesto de carinho, mas na prática pode afastar esses animais do lugar onde realmente pertencem.

Redação, João Lemes.

Acompanhe o NP pelas redes sociais:

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

184.758

132,238FãsCurtir
72,098SeguidoresSeguir

Notícias Recentes

Terceiro envolvido em estupro coletivo se entrega no Rio

Rio de Janeiro - A Polícia Civil investiga o estupro coletivo de uma jovem...

Mulher esfaqueada dentro de casa, mas essa sobreviveu

Tapejara - RS - (Região de Passo Fundo) Uma mulher de 35 anos foi...

O álcool aumenta muito o risco de câncer

Geral - Um levantamento com base em dados de quase 70 anos reforça o...

As vagas do Sine para esta quarta (4)

SANTIAGO AJUDANTE DE PADEIRO (uma vaga) para trabalhar em supermercado; COSTUREIRA (uma vaga) para trabalhar em...

Leia Também

Fim da reeleição avança e mandatos podem passar a cinco anos

Brasília - DF - A Comissão de Constituição e Justiça aprovou proposta que acaba...

Terceiro envolvido em estupro coletivo se entrega no Rio

Rio de Janeiro - A Polícia Civil investiga o estupro coletivo de uma jovem...

Mulher esfaqueada dentro de casa, mas essa sobreviveu

Tapejara - RS - (Região de Passo Fundo) Uma mulher de 35 anos foi...