Estado – RS – Para o Ministério Público, as emissões de gases de efeito estufa ligadas à exploração, produção e venda de combustíveis fósseis devem entrar na conta dos prejuízos da tragédia climática. A ação aponta a contribuição histórica e continuada da companhia para essas emissões. O Instituto Preservar também assina o processo.
O pedido de indenização
A cobrança está dividida em duas partes: 270,5 milhões por danos ambientais e morais climáticos e outros 270,5 milhões por danos materiais. O documento foi consultado pela Agência France-Presse no dia 9. Trata-se de um pedido à Justiça, não de uma condenação ou de um valor já determinado para pagamento.
Os prejuízos
A enchente entre abril e maio de 2024 deixou 184 vítimas fatais, tirou meio milhão de moradores de suas casas e provocou danos materiais em todo o Estado. O Ministério Público pede que a empresa responda civilmente pelos prejuízos associados ao evento climático extremo.
A resposta da empresa
Em e-mail à agência, a Shell Brasil informou que não recebeu notificação oficial sobre o processo. A filial britânica também enfrenta uma ação no Reino Unido, apresentada por vítimas de um tufão nas Filipinas.
(Redação, João Lemes. Fonte: Diário de Santa Maria)
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